sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Poderes Extraordinários


Mesmo após uma longa trajetória de gafes eu ainda não adquiri total noção do perigo, caso contrário, saberia que piso molhado e salto alto nunca formaram uma combinação ideal. Cá entre nós? Um evento com grande probabilidade de culminar em uma tragédia. 

(Não!)

Não foi apenas um tombo, foi uma cena dantesca. E digo mais: sem platéia, não há magia! Se é para sofrer, vamos acabar logo com toda a dignidade de uma vez. Situações constrangedoras e vexames públicos são a minha especialidade – circunstâncias clássicas que revelam a minha natureza nada sutil e totalmente, completamente, infinitamente desastrada.

E não fique por aí pensando que sou do tipo que pisa no chiclete, quebra copos, esbarra nas portas ou bate o dedinho na quina dos móveis. Isso é para amadores! Eu sou aquela que coleciona momentos catastróficos que ultrapassam o limite da normalidade: coloco fogo no banheiro de casa, bato o carro no banco do passageiro ou causo uma pequena chacina na prática de algum esporte.

(Um perigo real e iminente!)

Contusões misteriosas, ossos quebrados e contorcionismos à parte, eu costumo sair praticamente ilesa de algumas armadilhas. Chocados? Eu não! Afinal a questão é simples e muito compreensível: a culpa não é minha, é da gravidade.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Arrependimentos Permanentes



“-Deixa! Ele sabe se virar.”

Se você possui a capacidade de ignorar os problemas alheios é porque nunca foi responsável por alguma fatalidade. Do contrário, acredito que pensaria duas vezes.

Com o passar do tempo acabamos desenvolvendo um péssimo hábito: simplesmente olhamos para o lado e fingimos que tudo está bem.  É mais cômodo desconhecer a luta cataclísmica que ocorre dentro de outra pessoa.  É mais fácil negar as dificuldades que acabam por tornar uma vida insuportável.

E assim você segue utilizando toda essa inabilidade de enxergar o óbvio quando, de repente, a verdade idiota da morte explode bem na sua cara. Somente então é que a dor te atinge de uma forma tão agonizante e profunda que o colapso é inevitável: você despreza Deus, ataca a humanidade, desdenha do universo – tenta em vão se isentar de uma culpa que te consome a cada dia.

(Tarde demais!)

Há um ano aprendi a lição: não deixo que nenhuma ferida apodreça no coração das pessoas que amo. Eu não posso arriscar novamente.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Erro Cósmico

                                       
Cuidado! Nem sempre falar a verdade é apropriado, independentemente das circunstâncias. Pequenas doses de honestidade causam reações apocalípticas. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Mal Súbito


Você está certo. Talvez essa mania de tomar decisões com as vísceras seja a única constante no meio dessa bagunça. Mas chega! Eu não quero racionalizar tudo. Não vou criar uma versão equilibrada para as pessoas inexpressivas, essa gente medíocre que sorri sem vontade, chora baixinho e ama aos poucos - isso me dá náuseas!

Sempre há uma escolha, contudo, se você resolver ficar em cima do muro não terá o meu respeito. Porque sinceramente cansei dessa chatice toda! Cansei dos sentimentos superficiais que não te fazem arriscar. Amar dói, sim. Viver machuca também. Mas o esforço é recompensado. E quando não for devemos juntar os cacos, afinal, é inevitável que alguns corações se despedacem de vez em quando.

Então pare de ter medo da vida: investir em algo somente quando se tem a plena certeza do resultado deve ser muito entediante. E olha, eu não procuro nobreza de caráter de alguém invencível e perfeito, mas de carne e osso que demonstre suas fraquezas e más intenções - a parte desagradável porém a mais verdadeira. E, apesar de tudo, se você conseguir encontrar algum charme nisso fique ao meu lado. Caso contrário, fuja. Eu não vou impedir.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Desvio de Padrão


Muita coisa mudou, admito.  Ainda seguindo por caminhos estranhos e meio tortos - mas hoje independente da velocidade ou direção. Ainda meio louca, um pouco fraca e tão errada -  mas hoje sem a pretensão de fingir um equilíbrio inexistente. Ainda frustrando toda e qualquer expectativa -  mas hoje sem esquecer de que nada é permanente.  Quer saber mesmo a verdade? Hoje estou à procura de novos erros, pois, os antigos.... Ah, esses eu já deixei no passado!


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cegueira


Descobri muito tarde que, quando pensamos demais,
 amamos de menos. Talvez a burrice seja pré-requisito.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A tentativa



A única pergunta que me veio à mente foi: "E por que não?"

A mensagem na tela me dizia que era simples e só levava um minuto. Foi com desprazer que descobri não ter tanta facilidade com o computador como imaginava - e a falta de criatividade deve ter influenciado, é claro. Enfim, se é que eu tinha mesmo algo a dizer ficou na metade do caminho. Em algum lugar entre a escolha do título e a cor do blog.