segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Queda Livre


Passei alguns momentos encarando fixamente a imagem daquela estranha pálida no espelho - sem brincos e sem maquiagem; os cabelos compridos demais presos em uma trança mal feita. Olho para minhas unhas que conservam ainda vestígios do esmalte vermelho retirado às pressas. 

O que está acontecendo comigo? Em uma tentativa de parecer mais humana arrisco um sorriso. Ele é frio, falso; os olhos não o acompanham. Ah, sim, os olhos! Eles estão marcados, as olheiras são profundas - não consigo mais dormir. 

Fico pensando em quando a vida me dará uma trégua - mas a verdade é que estou cansada dessa esperança patética que teimo em conservar. É com grande esforço que consigo reprimir as lágrimas, afinal, preciso ser forte. Ser? Parecer? Tanto faz. Quem se importa? E novamente coloco a minha máscara e volto para onde eu deveria estar.


22 comentários:

  1. Não sei o que aconteceu... mas uma coisa eh fato. Nada é para sempre... N A D A! Nem a fase boa nem a fase ruim.

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    1. É, Cristiano!
      Vamos esperar que essa fase passe.
      E bem rápido, de preferência ;)

      Beijos.

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  2. Bem vinda ao mundo das sombras!
    Nos alimentamos da dor, o sofrimento nos fortalece.
    Beijos!

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    1. Olá, Vamp.
      Obrigada! ;)
      Que, pelo menos, isso sirva para alguma coisa.

      Beijos.


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  3. "Ser" ou "parecer" forte, só quem está levando as pancadas sabe em qual dos dois está.

    E deixe as lágrimas correrem quando tiver vontade, faz bem.

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    1. Olá, Andy!
      Eu tive um professor, muito querido, na faculdade, que sempre me dizia que o importante, hoje em dia, não é ser, nem ter. Mas sim, parecer. Talvez ele tivesse razão.

      Vou tentar seguir o teu conselho!

      Beijos.

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  4. "Tanto faz. Quem se importa?"......é mesmo quem se importa???...talvez... quem... sabe um "estranho" distante que se sente inútil quando alguém que ele aprendeu a admirar, expressa suas dificuldades e ele só pode ler e tentar...tentar oque!!!! pois tudo oque eu fale serão apenas palavras, eu não estou perto pra poder tentar te ajudar e mesmo que estivesse perto eu poderia estar cego aos teus desalentos....a unica coisa certa que posso fazer é continuar pedindo a DEUS pra estar sempre ao teu lado te dando forças pra que você nunca deixe de ser TEIMOSA...EXTREMAMENTE TEIMOSA EM TER ESPERANÇA, pois é a esperança que nos levanta e nos faz continuarmos caminhando enfrente...
    PS.: Só não vai ter uma sogra chamada Esperança...pois a Esperança é a ultima que morre....

    Fique com DEUS,

    Grd Bjo, qjo e um copo de vinho, tinto seco de preferencia...
    ^)3(*^_^*)

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    1. Oi, Marcelinho! Poxa, que bom te ver por aqui. Nós, apesar da distância, somos mais próximos do que muitas pessoas, afinal, lá se vão longos anos, não é mesmo?

      Quero te agradecer pelas palavras de incentivo e pela presença. É muito bom saber que, mesmo longe, existe alguém que se preocupa conosco. E isso, não tem preço.

      Beijo grande para vc!

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  5. PS: Esqueci a senha da minha outra conta, por isso usei esta......assinado:
    http://marcmat-silva.blogspot.com.br/

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  6. Olá, Helena!

    Faz tempo que estou te devendo uma visita. Já era para eu ter respondido um comentário seu desde que iniciei o blog chamado "Um Eremita", mas, por algum motivo que ainda desconheço, só consegui voltar a mexer no meu blog quando resolvi abandonar a persona do Eremita e renomeei meu blog para "... e o resto nasce aqui".

    Enfim... gostei muito do seu blog. É bonito e profundo.

    Mais por falta de tempo livre do que por qualquer outro motivo, faz bastante tempo que perdi o hábito de comentar em blogs. Portanto, pode ser que seja meio raro você me ver escrevendo aqui. Mas saiba que, certamente, estarei sempre em dia com a leitura dos seus posts. Gostei muitíssimo da sua escrita e do seu estilo. Seu cantinho aqui virou parada obrigatória nos meus passeios pelo universo bloguístico.

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    1. Olá, P.H. Henrique! Pois é, eu percebi que seu blog está de cara nova e espero que vc não desanime e continue firme por lá.

      Fique tranquilo, vc não me deve nada, não. É com prazer que leio o que as pessoas escrevem em seus blogs e não espero nenhum tipo de retribuição. Não faça disso uma obrigação, ok?

      Muito obrigada pela presença e seja bem-vindo!
      Beijos.

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  7. Tantas vezes ficamos observando as máscaras, que em alguns momentos deixamos de perceber (ou até mesmo de saber) se elas realmente existem ou não. São usadas por tanto tempo, que acabam se confundindo com a natureza humana. Até que um dia, notamos que nós mesmos podemos estar utilizando uma máscara.

    O olhar no espelho é um exercício difícil e doloroso quando das máscaras estão dispensadas ao lado. Arrisco também um sorriso, mas ele sempre é arisco, e tudo se torna um risco naquele alfabeto feito de riscos e que ficou escrito no próprio espelho, acentuado com letras de batom. Lembro, então, que de pouco adianta escrever ali, pois o batom fatalmente será lavado. Mas e o rosto? Será lavado? Ou está apenas desolado?

    A vida não dá tréguas, não é? Ela é assim, um algoz que utiliza um chicote de 3 pontas, pois nunca te acerta num único lugar.

    Helena, perdão pelo comentário um tanto grande, mas acabei me identificando bastante em seu texto. Talvez um momento ruim para mim, mas o fato é que mergulhei para dentro de suas letras.

    Faz algum tempo que ando bem afastado do convívio com os blogs. Quem sabe um desânimo passageiro (espero que sim), mas gostei daqui.

    Abraços, Helena.

    Marcio

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    1. Olá, Marcio. Eu, particularmente, acho muito cansativo fingir ser algo que não sou e, com o passar do tempo, isso anda cada vez mais insuportável. Além do que, fatalmente, um dia as máscaras caem - essa é mais pura verdade.

      E não se desculpe (jamais!) por um comentário. Saber como vcs pensam, me deixa extremamente feliz. Principalmente, um comentário que acaba por ser melhor do que o próprio texto. Sinta-se em casa, por favor! E volte quando puder.

      Beijos.

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  8. Consigo vê-la, bela, pálida, em meio a seus dilemas, descobertas e problemas. E daqui eu penso se seriam os mesmos meus.

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    1. Ridiculous Thoughts, não podemos descartar essa hipótese, afinal. Talvez, problemas semelhantes em situações diferentes ;)

      Beijos!

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  9. As máscaras podem ser uma boa alternativa, às vezes.
    ;)
    Bjs,
    D.

    www.atormentossingulares.com

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    1. Olá, Aquele do Blog. Elas são, sim, e na maioria das vezes, indispensáveis. Infelizmente!

      Beijos.

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  10. Entre ser e parecer
    quase sempre nao sei
    que máscara usar.

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    1. Olá, Herculano. Entre a verdade e a ilusão, eu (ainda!) prefiro a dura realidade.

      Beijos.

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  11. Essa máscara que mostramos para os outros sempre vai existir. Mas o difícil não é criar a máscara, e sim fazer com que a máscara reflita o que tem por baixo dela.

    Ah, uma curiosidade, tava revendo uns textos antigos, e desde meados de 2010 ficamos comentando um no blog do outro. Nossa "relação" dura mais tempo que praticamente todas as pessoas que convivo hoje em dia (fora família, claro). hahaha

    beijos

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  12. Olá, Eric!
    Nem sempre é possível, mas isso seria, realmente, o ideal.

    E lá se vão 3 anos, então? Fico muito feliz com isso e espero que vc continue sempre escrevendo, pois, eu não pretendo te largar de jeito nenhum! ;)

    Estou meio afastada daqui, ultimamente. O trabalho anda me deixando doida, mas, sem dúvidas, logo estarei te fazendo uma visita.

    Beijos!

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Se você conseguiu chegar até aqui é porque teve paciência suficiente para agüentar minhas insanidades. Prometo agüentar as suas também... Vai! Me diz aí o que você pensa.