quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Marcas Invisíveis

E ele pensa que pode me ligar assim, em um dia qualquer e eu deveria reconhecer a sua voz. Como se os anos não tivessem passado e aquele nome comum,  quase vulgar,  possuísse algum significado.  "Você não lembra mesmo de mim?" - essa combinação de ironia com agressividade sempre foi inconfundível. Apenas mais um. Mas certamente o único que me fez perder o chão.

Minha insensibilidade pode atingir proporções astronômicas e quando ele decidiu não mais falar comigo achei que se tratava somente de um momento delicado; acreditei que com o passar do tempo tudo se resolveria. Grande engano! Os dias transformaram-se em meses e os meses, em anos - nenhuma palavra. A verdade é que eu não tive o direito a uma segunda chance. De fato, eu não merecia.

Foi intenso sim, porém, nebuloso. Eu chamaria de uma paixão avassaladora - seria apropriado - afinal tudo não passou de um clichê.  A nossa relação foi apenas um clichê de mau gosto.

20 comentários:

  1. Dia desses falava com um conehcido do porquê de sentir atração indefinível por uma amiga (tudo bem... Diante de outras experiências sei que o avassalador e o inexplicável são caminhos para os melhores prazeres... Penso que te entendo.

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    1. Olá, Antonio.

      Detalhes... para mim, tudo se resume aos detalhes.
      Mas, o importante é tirar algo proveitoso da situação. Espero que vc tente. E consiga.


      Beijos!

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  2. HELENA,

    se me permite,vou dizer que não acredito em paixões avassaladoras,em tsunames destruidores,vulcões que soterram com sua larvas incontidas ou nem mesmo, acredito que temporais ou tempestades possam ter nenhuma utilidade.

    Digo isso Helena, pois gostaria que você soubesse que este seu amigo carioca,privilegia a serenidade em detrimento dos solavncos indesejáveis de sentimentos irritadiços.

    Sou aquilo que você procura, e quem diria que sou eu? kkkk

    Sou o canto harmonioso de um pássaro cortesão a balbuciar na sua Trompa de Falópio ( só para lembra que esta fica no ouvido) melodiosas frases com voz rouca , quente e úmida de ternura.

    Você nem precisa acreditar, mas sou eu sim, quem você procura.

    E após dissipadas suas dúvidas com relação a esta evidência, creia que aos pés do Cristo Redentor,quem sabe poderemos estar selando um mágico momento que nos poderá levar a uma Lua de mel em Dubai!

    Bem Helena, só resta agora saber, quem pagaria estas despesas! kkkkk

    Mas, isso é secundário, afinal dinheiro não traz felicidde, correto?

    Só que uma viagem a Dubai, não se paga com frases feitas de filosofia de botequim.kkk

    Deixa como esta.

    Um abração carioca e comunico que nos meus blogues que, sempre insisto sejam de humor, tem postagens novas.

    Um abração carioca.

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    1. Olá, Paulo!

      E eu aqui, convencida de que havia encontrado meu príncipe encantado, e ele destrói todas as minhas esperanças por algo tão superficial como dinheiro. Ah...!
      Brincadeiras à parte, concordo que o equílibrio sempre será a melhor medida. Mas, infelizmente, é algo que me falta. Talvez eu encontre a medida certa com o tempo. Talvez...

      Beijão!

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  3. Eai guria, to participando de uma campanha de incentivo a leitura.
    Você não deve conhecer meu blog, mas eu conheço o seu e te indiquei.
    Caso queira participar, clique no link abaixo para saber mais.
    Obrigada.

    http://funestoetoxico.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Michelle.

      Obrigada pela indicação. Vou dar, sim, uma passadinha por lá.

      Beijos!

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  4. Tomei a liberdade de copiar dois textos seus para o meu blog, dando os devido créditos, é claro.
    Espero que não se importe.

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    1. Sem problemas, Abel.
      Fique à vontade. Sempre!

      Beijo.

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  5. Helena, fiquei muito feliz com sua visita ao meu blog...
    Venho até o seu e vejo quão belos são desenvolvidos seus escritos! Uma pena que estejamos aqui falando de clichês de mau gosto que mexeram com o coração. Mas que lindo observar o poder de suas palavras.
    Meus parabéns!
    Beijo.

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    1. Obrigada, Luís Fellipe.
      Vindo de alguém que escreve tão bem, só posso estar lisonjeada.
      A casa é sua! Volte sempre.

      Beijos.

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  6. Sei que não tem nada a ver com o assunto real do texto, mas eu tive uma "namorada" que dizia que ficar comigo era como ficar com um clichê dos filmes românticos =D

    Tá, nunca entendi realmente o sentido disso, mas ao menos essa frase me marcou, tal qual tua paixão intensa, porém nebulosa.

    beijos

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    1. Olá, Eric.

      Tem tudo a ver com o texto, sim! É claro que existe uma enorme diferença entre um péssimo clichê e um clichê daqueles, digamos, fofos. Eu ainda estou esperando o meu aparecer... ;)

      Beijos!

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  7. E quantas mais paixões avassaladoras até chegar a calmaria?

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    1. Boa pergunta, Nega.
      Boa pergunta...

      Beijo.

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  8. Paixão é assim mesmo. Vem, abala e muitas vezes passa. Por isso é preferível a ternura do amor.

    Beijo

    O mundo sob o meu olhar

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    1. Olá, Marcos.

      A paixão passa, sim. Mas, às vezes, algumas cicatrizes permanecem.

      Beijos!

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  9. Helena que tal uma passadinh lá no "Falando sério".

    Tem até postagem nova:é sobre felicidade!!!

    Um abração carioca.

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    1. Certeza que passarei por lá, Paulo.

      Beijão!

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  10. Há que se ter nas próprias mãos toda a confiança que depositamos em alguém. Há que se ter no peito todo o amor que sentimos por alguém. Há que se ter na alma toda a esperança que nutrimos numa relação.

    Mas, por que ter em si próprio o que sentimos por outra pessoa? Porque o amor é livre, e assim devemos deixar aqueles que amamos, inclusive para irem embora. No entanto, o ser humano por vezes esquece que ele não é único na face da terra, e em alguns momentos, acaba agindo de forma egoísta. Vai embora sem dar sequer um olhar para trás, e leva junto tudo aquilo de bom que depositávamos nele. Ficamos nós apenas com um grande buraco.

    Eh! Vida. Será que eu deveria chamá-la de "vida bandida"? Ou deveria aprender com ela para não tornar a cometer os mesmos erros? Um tanto difícil pois ainda somos seres humanos, não é?

    Acho que mergulhei novamente para dentro de suas letras, Helena. Fabuloso.

    Abraços.

    Marcio

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    1. Olá, Marcio. É, vc tem razão. Estamos sujeitos, frequentemente, a esse tipo de situação. É doloroso, sim, e muitas vezes, algumas feridas não cicatrizam. Pelo menos, não da forma que deveriam.

      O jeito é seguir vivendo, esperando pelo próximo que despedace nosso coração.

      Beijos!

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Se você conseguiu chegar até aqui é porque teve paciência suficiente para agüentar minhas insanidades. Prometo agüentar as suas também... Vai! Me diz aí o que você pensa.