domingo, 15 de agosto de 2010

O Retorno da Cegonha

A realidade é que esse lance de maternidade nunca me atraiu nem um pouco. Não que eu tenha aversão à crianças, porém, sempre achei uma responsabilidade enorme - muito além das minhas capacidades, diga-se de passagem. Para meu desprazer alguns de meus parceiros (parceiros? é, sei lá!) sempre esperaram que um rebento oficializasse nossa relação. Por incrível que pareça ainda há essa idéia de que um filho possa juntar o casal ou de repente, na pior das hipóteses, domar uma das partes.

O caso é que não tenho instinto materno, não acho todas as crianças fofinhas e não teria paciência para trocar fraldas - comentários desse tipo feitos em frente à algumas mulheres, é crucificação na certa: já fui acusada de vaidosa por não querer estragar o corpo ou de medrosa por não querer encarar um parto. Nada me afeta, pois o caso nem é esse.

Mesmo não escondendo nada disso, ainda assim, tenho dois afilhados que eu amo de paixão (é, eu não como criancinhas!) - uma garotinha de quatro anos que parece um furacão e o menino mais lindo, ruivo e sardento do mundo - filhotes de amigas muito queridas que, mais loucas do que eu, me deram a oportunidade de participar de suas vidas de uma maneira especial. Uma delas me ama tanto que me fez dormir em uma cadeira de plástico quebrada a noite inteira, ouvindo choro de recém-nascidos, só pelo prazer de me ver tirar e colocar a criança no berço por todo o tempo - ah, ela riu muito às minhas custas!

Nessa semana vim tendo informações sobre os enjôos matinais que estavam atormentando uma de minhas amigas. Embora eu não tivesse mais dúvidas, ela tinha - mas não preciso dizer quem estava enganada, não? Enfim... vem por aí mais um! Espero do fundo do coração que as cadeiras, pelo menos dessa vez, sejam mais confortáveis.

9 comentários:

  1. Ai... suspeito que quando chegar sua vez, vc se torne uma daquelas mães totalmente loucas pelo rebentinho, incapaz de olhar pra outro lado, da qual a gente tem que arrancar o filhote pra ela lembrar que precisa se cuidar.
    De qualquer modo, o parto é só um momento e passa muito rápido. E quanto ao seu corpo, com certeza não é necessário estragá-lo para ter um filho.
    Por outro lado, também pode ser que nunca aconteça.
    A verdade é que há mulheres que realmente não tem o instinto maternal à flor da pele e isso não é crime e nem um problema. Afinal, cada um é como é e há que ser respeitado.
    Então, menina, vá curtindo seus sobrinhos e deixa a vida acontecer...
    Te desejo uma semana feita sob encomenda pra te fazer feliz.
    Beijos.

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  2. Veja Helena o que faz a "nossa abstinência"...
    A nossa sintonia fica sincronizada e postamos assuntos idênticos.

    Olha que aliviou-me saber que não pretende ter filhos ["ou oficializar a relação..."].

    Não é que eu não goste de crianças, é que eu as trato com as mesmas medidas que as pessoas devem ter para serem honestas, justas, corretas E NADA DESRESPEITOSAS! Fico altamente irritado e me controlo bastante para aturar as manhãs e pirraças pelos arredores. É só bater o pé e ameaçar chorar que se tem vontades atendidas, mas o que será que houve com as necessidades?

    Do comentário acima, eu duvido que você se torne uma mãe que não largue por nada o filhote, mas estou certo que não há pessoa melhor indicada para ensinar uma criança o que é a vida.

    Para quando chegar a hora, que esteja com tudo resolvido e acertado e não te falte tempo para sua individualidade.

    Para encerrar vou explicitar, para o caso de não ter compreendido. Tõ com saudade, porra.

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  3. Oi Helena!

    Eu vi que vc se tornou seguidora do Asas, que legal. Obrigado. Por aqui é tão feminino e rosa hehe...

    Por aqui faz um frio que incomoda uma pá de gente, e por ai, como vc está se virando?

    Bom, boa semana pra vc, um abraço.

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  4. Meu filho vai ser criado na mesma moral e bons costumes que eu sigo. Ou seja, ele vai ter que aprender a brigar, beber e falar besteira pra mulher (afinal, não deixa de ser o que to fazendo agora hahaha).
    Brincadeiras a parte deve ser bom ter filhos, não dá botar sempre a culpa no cachorro....

    Beijos garota

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  5. uia helena, comecei a ler o post e achei que era voce... ja ia te dar os parabens rs...
    realmente, tudo oq vc disse tem sentido... ainda mais nos dias de hoje. embora junto a todos os problemas, a crianca sempre traz alegrias tambem. nao tenho filhos, mas é oq sinto.

    ah olha, sobre eu comentar os perfis femininos... eu ainda tentarei postar... rs

    bjao

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  6. Lua, sei que tudo está em constante mudança, inclusive a minha personalidade. Quem sabe... o futuro é incerto, afinal de contas. Obrigada =)

    Rodrigo, concordo contigo, crianças mal educadas são mesmo difíceis de aturar! Mas tenho dúvidas quanto ao "ensinar o que é a vida", pois, isso aprende-se sozinho, infelizmente. E quanto à saudade, fica frio! Logo, logo, vc vai ter tempo até para enjoar de mim =P

    Angelo, não se engane com o rosa, afinal, nem tudo é tão delicado quanto parece. Por aqui está tudo certo, o frio já amenizou, pelo menos, por hora.

    Eric, o mais engraçado nessa história é que muitas vezes, pais doidões têm filhos todos certinhos. Conheço vários casos assim, hein! De repente, ainda vai ter que acompanhar o filhote à missa no domingo... Cuidado ;)

    Enzo, não duvido do quanto deve ser bom, em alguns momentos. Mas tem que ser algo bem pensado, na minha opinião e para mim, não seria a hora, sem dúvidas. Vou esperar o post, hein!

    Casmurro, finalmente! Que bom que retornou...

    Beijos para vcs.

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  7. É, meu bem, não ´pe facil padecer no paraiso nao....
    Adorei seu blog.
    Sigo!
    Bjos

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  8. Lu, não é mesmo...
    Seja bem-vinda!

    Bjão!

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Se você conseguiu chegar até aqui é porque teve paciência suficiente para agüentar minhas insanidades. Prometo agüentar as suas também... Vai! Me diz aí o que você pensa.